A Santa
& Bela Catarina sempre nos surpreende, com sua orla exuberante e com o
jeito de viver de sua gente, que somente os escolhidos pelo Criador sabem
desfrutar. Para nós, que labutamos por muitos anos a procura de novas atrações
para o turista, não é surpresa há algumas décadas. Para os que são denominados
de nativos, chegamos a entender, porque são apegados a seu pedaço de chão, e
porque se ufanam das suas origens açorianas. Cremos inclusive, que o Criador os
escolheu, para desfrutar de tanta beleza, brindando-os com o paraíso ainda em
vida.
Existem aqueles que ainda não conhecem, as
belezas naturais, a hospitalidade e a tranqüilidade de quem vive em Governador Celso Ramos.
É para eles que mostraremos, com palavras pobres, diante da beleza que
apresenta, um roteiro diferente, dentro da Santa & Bela Catarina, que foi,
em todo seu litoral, agraciada pelo Criador com uma gama enorme de
atrações.
Como
na maioria do litoral catarinense, Governador Celso Ramos não fugiu a
regra, e sua ocupação e colonização, tem suas origens no arquipélago português
dos Açores e na Ilha da Madeira. Porém, há indícios da presença de alemães na
região. Conta à história, que até um norte-americano se instalou onde hoje é a
Praia de Palmas.
Foi por volta de 1739, que a pesca da baleia
teve um grande impulso na costa brasileira, e entre 1740/42, próximo a
Freguesia de São Miguel, se instalou um bem desenvolvido núcleo de captura e
industrialização de baleia, que levou o nome de Armação Grande. Aliás,
“armação” era o nome que se dava para onde se instalavam os núcleos de captura
e industrialização de baleias. As instalações da Armação Grande, ou de Nossa
Senhora da Piedade, ultrapassava os cinco mil metros quadrados de área
construída, sendo a mais importante do litoral da Santa & Bela Catarina e a
segunda do Brasil Colônia.
Em 1745, atraídos pela pesca da baleia,
açorianos e madeirenses ali se instalaram. E a partir de 1747, com a vinda de
outros portugueses, novos povoados foram se formando, onde se destacaram a Fazenda
da Armação, Costeira da Armação, Palmas, Canto e Ganchos. Em sua maioria,
os colonizadores portugueses se dedicavam à pesca e a agricultura de
subsistência.
Nesta ocasião, os negros vindos da África,
eram os que exerciam as funções braçais. Trabalhavam nas construções e no
serviço de limpeza e conservação das baleias. As atividades eram intensas e
foram construídas: senzalas, dois armazéns, hospital, botica (farmácia), casa
de tanques, uma capela e a casa para o capelão, uma ferraria, casa para os
feitores (gerentes) e uma casa para o administrador da Armação.
A pesca da baleia e sua industrialização
começou a entrar em decadência, e a Armação da Piedade começa também a perder
sua pujança.
Foi ai que um grande número de moradores
começaram a migrar para outros lugares. Para se ter uma idéia, Armação da
Piedade, em 1883 para a ter uma população de apenas 42 pessoas. Já o
povoado de Ganchos, com a migração, passa a ter 208 moradores, o que faz
com que Ganchos e os povoados vizinhos crescem e passassem a ter vinte e
cinco fazendas. Como exemplo citamos Manoel José Sabino, que além de ter
construído casas de senzalas, edificou paióis para o fabrico de farinha de
mandioca. Já Inácio Vieira da Cunha, que se instalou em Canto dos Ganchos,
construiu casa-grande, senzala, engenho, plantou cafezais, fez pastagens à
beira-mar e criou gado. Já na povoado de Jordão, foram edificadas, casa e
senzala, e paióis, para o beneficiar os produtos originários da lavoura,
principalmente a mandioca. Palmas se constata a presença do
norte-americano Robert Sens Cathcart, onde construiu a casa grande, senzala,
engenho e se dedicou à criação de animais.
Em tudo que aconteceu, sempre esteve
presente a mão-de-obra dos escravos. Pois com a ociosidade da Armação,
eles foram alugados pelo Estado Provincial, através de Veríssimo Mendes Viana
& Cia, que estava a serviço de escravos na Armação da Piedade.
O nome Ganchos tem várias e curiosas
origens. Uma delas diz que o famoso Capitão Gancho, um temido pirata, andou
passando pelo local. Outra diz que o nome Ganchos é originário dos
ganchos tirados das árvores, para os pescadores carregarem seus pescados
“enganchados” nas costas. Mas, a mais correta deve ser ao fato do local ser
formado por três baias, uma seqüente a outra, tendo elas o formato de um
gancho.
Até pouco tempo, a localidade era mais
conhecida como Ganchos, porém, por questões que não vêm ao caso, talvez
políticas, foi o município batizado como Governador Celso Ramos. A bem
da verdade, nada tem haver, por seu aspecto geográfico, o nome dado ao
município.
Aliás, devem os interessados prestar bem atenção,
pois em Santa Catarina existe outro município, no planalto serrano, que se
chama Celso Ramos, o que já confundiu muita gente. Este escriba certa ocasião
estava na BR 116 (trecho Curitiba – Lages), quando foi abordado por uma pessoa
que lhe perguntou onde ficava Celso Ramos. Quando lhe explicamos que estava no
caminho errado, pois estava se dirigindo a Governador Celso Ramos, xingou com
palavrões censuráveis, até a última geração dos que tiveram a “brilhante”
idéia, de dar o mesmo nome a dois municípios, um deles distinguido apenas pelo
título de governador.
ATRAÇÕES TURÍSTICAS E
CULTURAL
Armação da Piedade – A Armação da Piedade se estabeleceu em 1741 por Thomé
Gomes Moreira que com mais sete negociantes, fez um contrato de arrematação com
a Coroa Portuguesa por 12 anos. Foi nesse período que se levantou a
armação, próximo à parte norte da Ilha de Santa Catarina, e em 18 de Novembro
de 1745 foi benta a Capela. No local ainda existem ruínas do que teria sido,
segundo os mais antigos, as construções utilizadas nas atividades de extração
de óleo de baleias e da antiga casa do vigário. Esse tipo de extração foi
altamente lucrativo para os contratantes, e os contratos renovados até que, em
1801, foram extintos os monopólios. As
armações da Bahia e Rio de Janeiro foram vendidas, e apenas as de Santa
Catarina (Armação da Piedade), ficaram para a administração da Fazenda Real.
Como as baleias foram ficando escassas no litoral catarinense, a atividade
entra em decadência e em 1839, a Armação da Piedade é incorporada pela Marinha.
Atualmente a Armação da Piedade é um núcleo de pescadores, que conservam vivem
da pesca artesanal. A igreja, o cemitério e as antigas ruínas fazem parte do
conjunto tombado pela Lei Municipal 9/83 da Prefeitura Municipal de Governador
Celso Ramos.
Baia dos Golfinhos – Os golfinhos ali existentes, cerca de oitenta,
fazem parte das trinta e sete espécies, entre os de água salgada e água
doce. Eles vivem em média trinta e cinco anos e o período de gestação é de dez meses. Medem cerca de um metro e meio
(golfinho de commerson) até três metros e meio (o grande golfinho). O que mais
se destaca é o de focinho longo, com cerca de dois metros e meio de
comprimento. São dóceis e brincalhões e parecem gostar de companhia
humana. Mas, existem alguns que são mais arredios. Raros são os casos de
agressividade.O golfinho tem uma única narina no alto do crânio, e através
dela, renova 90% do volume de ar, cada vez que inspira (no homem, a renovação é
de 15%). São capazes de num mergulho atingir a incrível marca de trezentos
metros de profundidade. Mesmo de aparência obsessa, são bastante velozes,
atingindo uma velocidade de até quarenta quilômetros por hora, graças a um
efeito aerodinâmico, que na contração da pele, formam dobras que diminuem as
turbulências.
Capela
de Nossa Senhora da Piedade – Sua construção se iniciou em 1738 e só
foi concluída em 1745. Construída em estilo colonial português é considerada a
primeira igreja edificada em Santa Catarina, se localiza no povoado de Armação
da Piedade. É tombada pelo Patrimônio Histórico constituindo-se uma visita
imperdível para quem vai a Governador Celso Ramos.
Ilha de Anhatomirim – Que na
linguagem tupi quer dizer “pequena ilha do diabo”, esta localizada no município
de Governador Celso Ramos, fazendo divisa com Florianópolis. Em 1739, nela foi
construída uma das mais importantes fortalezas do sul do Brasil. A Fortaleza
de Santa Cruz de Anhatomirim. Sua fauna marinha é muito rica e sua
principal atração os golfinhos que nadam em suas águas. A ilha e seu forte
foram ocupados pela invasão espanhola em 1777, mas, em outubro do mesmo ano,
devolvida ao domínio português pelo Tratado de Santo Ildefonso. Durante a
Guerra do Paraguai (1864-1870), foi depósito de convalescentes e no fim do
século, transformado em posto de controle e isolamento de portadores da febre
amarela. Na Revolução Federalista (1894), o interventor federal Coronel
Antônio Moreira César, efetuou inúmeras prisões políticas, e promoveu o
fuzilamento de dezenas de pessoas na ilha. Serviu também a ilha, como um posto
telegráfico da Marinha do Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial. A Fortaleza
de Santa Cruz de Anhatomirim, que é tombada pelo Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional, foi restaurada em 1980, e hoje é um ponto de atração
turística. Sua administração está a cargo da Universidade Federal de Santa
Catarina, e é objeto de campanhas educativas e turísticas, através da divulgação
do seu aspecto histórico e cultural. Recebe mais de cem mil pessoas por ano.
Ilha do Arvoredo – É uma área
de duzentos e setenta hectares e faz parte da Reserva Biológica Marinha do
Arvoredo, que é constituída além da Ilha do Arvoredo, pelas ilhas de Galés,
Deserta e o calhau de São Pedro. A reserva foi criada pelo Decreto 99.142 de 12
de março de 1990. A partir de 1980, as ilhas foram o destino tradicional para
mergulho recreativo, mas, a partir de 2000, a reserva foi fechada para
mergulho. Hoje, o mergulho está restrito ao sul da Ilha do Arvoredo, em área
que não está enquadrada na Reserva Biológica. Na ilha há um farol que foi
inaugurado em 14 de março de 1883, com a finalidade de orientar os navegantes.
Existem operadoras de mergulho que partem, tanto de Bombinhas como de
Florianópolis, com saídas regulares, para os aficionados do mergulho.
Crenças e Folclore – Mesmo
após mais de dois séculos, em Ganchos, as crenças e tradições populares ainda
estão presentes. A forma de falar, de maneira rápida e cantada, certas palavras
que somente seus moradores entendem, e o respeito pelas festas religiosas, como
o dia de São Pedro, Padroeiro dos Pescadores; Nossa Senhora dos Navegantes, e
Divino Espírito Santo fazem parte de suas tradições. Dentre suas crenças
populares estão presentes lendas como a do Lobisomem, do Boi Tatá e do Bicho da
Orelha Mole. A lenda da Bruxa se reveste de uma pequena historia, dizem que ela
tem pacto com o diabo, e que possuem poderes para provocar enfermidades e
outras desgraças através de suas bruxarias. Uma delas é se transformar em uma
Mariposa, para entrar nas casas pelos buracos das fechaduras e chupar o sangue
das crianças que não foram batizadas. Diz a lenda, que as bruxas são mulheres
magras, feias e sempre cumprimentam com a mão esquerda, e que para espantar as
bruxas, deve-se usar tesouras abertas, ceroulas amarradas, alho, rezas e
benzeduras. Na família que nascem sete mulheres, a última será bruxa, e para
que isso não aconteça, a mais velha deve batizar a mais nova e dar-lhe o nome
de Benta.
Anotamos
está lenda, como criatividade do imaginário açoriano.
O folclore é baseado nas heranças açorianas,
como o Boi de Mamão e o Pau de Fita, que estão ligados as festas religiosas. O
artesanato segue a tradição através do crivo feito à mão, das redes e tarrafas
para pesca e os balaios de bambu.
Antenor – Própria para banho, suas águas são
claras e tranqüilas, tem uma extensão de 250 metros e é freqüentada por
turistas e veranistas que possuem casa de veraneio. Há serviços de restaurante,
bar e lanchonete.
Antonio
Corrêa – São 150
metros de águas tranqüilas, praticamente uma praia particular.
Armação
da Piedade – É
uma praia típica para o veraneio de famílias. Tem uma extensão de 150 metros
com mar calmo e o lugar é tranqüilo, podendo os pais se despreocupar com os
filhos. É nela que se encontra a Igreja de Nossa senhora da Piedade, tida como
a mais antiga de santa Catarina.
Calheiros – Com uma extensão de 300 metros é
freqüentada pelos moradores de Ganchos. Oferece uma vista interessante dos
barcos de pesca ancorados.
Canto
– Esta é outra
praia muito frequentada pelos moradores locais, predomina a bela vista dos
barcos de pesca, inclusive de grande porte. Sua extensão é de 800 metros e nela
se localiza uma salga, indústria de limpeza e embalagem de pescados.
Cordas – Em seus 200 metros, possui mar com
águas claras e com ondas que proporcionam a prática do surf. Possui poucas
casas, em sua maioria de veranistas que residem em outros lugares.
Costeira –
São os turistas que visitam o local com de “scunas” e os moradores seus
freqüentadores. A vista de barcos ancorados e abrigos para embarcações dos
pescadores fazem parte do seu dia-a-dia. São 300 metros de mar tranqüilo para
os banhistas, e próximo a praia há restaurantes e bares para todos os gostos.
Fazenda
da Armação –
Praticamente frequentada por moradores do local, em sua maioria pescadores, e
além dos abrigos, que eventualmente servem de estaleiro, para os barcos de
pesca.
Figueira
– Mar calmo,
muito próprio para banhistas. Os seus 70 metros são freqüentados por
celebridades de todo o país, muitos deles com casas de veraneio na localidade.
Grande – Na temporada de verão é bastante
movimentada, principalmente por veranistas e turistas. É ótima para a prática
do surf, possui mais de um quilômetro de extensão, e tem boa estrutura de
restaurantes, bares e lanchonetes.
Henrique
Costa –
Praticamente uma praia particular, com poucos moradores e poucas propriedades
de veranistas.
Ilhéus – É uma praia deserta, bastante
procurada por surfistas e por quem gosta de aventura e paisagens
cinematográficas.
Magalhães – Águas límpidas e claras, nela há belas casas de
veraneio, principalmente de moradores de Florianópolis e região metropolitana.
Palmas
– Com certeza a
mais charmosa praia da região. Possui belas construções, em estilo bem moderno
e é a praia mais procurada do município. São 2,5 km de praia com areia fina e
límpida, suas águas são calmas e apropriadas para banhos. Nas proximidades há
bons restaurantes, bares e lanchonetes.
Porto – É uma praia deserta, existe uma
antiga fábrica de gelo que está abandonada. Em uma extensão de 800 metros de
praia, onde dificilmente se vê visitante, o mar é calmo e por esta razão, é uma
rota preferida pelas scunas que passam por ali. Fica de frente para a baia dos
golfinhos.
Tinguá
– Outra praia
praticamente deserta, tem 300 metros de extensão, tem um hotel, é bastante
movimentada na época de temporada. O mar se apresenta em determinadas ocasiões,
calmo para banhos, e em outras oportunidades torna-se ideal para a prática do
surf.
Uma manifestação popular, que sempre
acontece durante a quaresma, tanto em Governador Celso Ramos, como em cerca de
várias comunidades de pescadores em Santa Catarina, é a controvertida Farra
do Boi. De um lado, os descendentes de açorianos tentando manter uma
tradição de mais de duzentos anos. De outro lado, os ecologistas e defensores
dos animais e também a lei, que proíbe tal prática. Mas, perguntamos. E as
touradas na Espanha? Onde o touro é primeiramente deixado nervoso pelos
picadores, depois os “bandarilheiros” o ferem com as “bandarilhas”, fazendo com
que o animal sangre até a exaustão. E depois, o grande “herói”, o toureiro lhe
mata com sua espada certeira. Esta tortura dura mais de uma hora. Perguntamos:
O mundo todo, inclusive nós brasileiros, o que fazemos junto à comunidade
internacional? Nada. E a Festa de San Firmino, também na Espanha, que atrai
grande número de turistas, onde touros são soltos na rua, e em sua corrida
louca, não só se ferem e são feridos pelos passantes, como já houve casos em
que deixou vitimas, humanas, fatais. Hoje, tivemos informações, que a Farra do
Boi se faz de forma mais branda, colocando-se o boi em um cercado e apenas
provocando-o, para em seguida, quando ele investe contra a pessoa, ela corre e
sobe pela cerca para se proteger. Não estamos fazendo apologia a farra do boi,
mas, é um caso a ser pensado, ou melhor, regulamentado.
Os
costumes gastronômicos estão ligados as origens açorianas, e como a pesca é uma
das heranças dos Açores, a gastronomia local é baseada em frutos do mar. Os
destaques ficam para o Marisco Lambe-Lambe – um risoto feito com
mariscos na casca, a Tainha Assada na Folha de Bananeira e o Peixe
Frito com Pirão. Aliás, o Peixe Frito com Pirão, deveria ser considerado o
prato típico da região, pois só os açorianos sabem faze-lo com grande maestria.
COMO CHEGAR
Governador
Celso Ramos localiza-se na Rota do Sol, entre Florianópolis e Balneário
Camboriu, quem sai de Curitiba no sentido Florianópolis, pela BR 101, na altura
do Km 182, quarenta e cinco quilômetros antes de Florianópolis, deve tomar a SC
410, totalmente asfaltada, que levará o visitante até a sede do município.
Outra opção é pelo mar, podendo contar com marinas e ancoradouros de fácil
acesso.
O visitante encontrará na sede do
município, agência bancária, supermercados, agência dos correios, médicos e
dentistas, farmácias e postos de saúde, serviço de telefonia DDI e DDD e a
captação de todos os canais de televisão, tanto convencionais como a cabo. A
Policia Civil como a Militar se fazem presentes, para dar segurança aos
turistas e conta também com um posto do Corpo de Bombeiros. A sede do município
fica em Ganchos do Meio, e Prefeitura Municipal está localizada na Praça 6 de
novembro, 01 – para informações (48) 3262-0141 e o site –: www.governadorcelsoramos.sc.gov.br
Esperamos ter oportunizado ao leitor,
conhecer uma das mais belas regiões do litoral catarinense. Ainda meio nativa,
mas com muito a oferecer, numa época onde a poluição, em todos os sentidos, e a
falta de respeito à natureza está acabando com o que ainda resta.
Vale a pena.
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