quinta-feira, 31 de outubro de 2013

TURISMO BRASILEIRO TERÁ NOVO MAPA


 
As mudanças foram feitas com base nas novas diretrizes do programa de regionalização
O mapa do turismo brasileiro vai mudar. Ele está sendo redesenhado pelos 27 estados brasileiros de acordo com as novas diretrizes do Programa Nacional de Regionalização do Turismo. O novo mapa trará além de regiões consagradas pelo turismo, apostas de roteiros que devem figurar nos próximos guias de viagem e atrair o turista nos próximos anos.
As novas diretrizes do programa priorizam a gestão descentralizada das regiões, investimentos em qualificação profissional e infraestrutura. Ao todo são nove premissas. “A missão é ordenar o território em regiões turísticas, identificando fraquezas e pontos fortes”, afirma o coordenador de regionalização do ministério, Jun Yamamoto.
O mapa da regionalização é uma ferramenta importante porque orienta a atuação de políticas e investimentos do MTur pelo país. Os primeiros estados a apresentar o novo mapa foram Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais. O prazo vai até 2 de setembro.
O Mato Grosso usou um aplicativo virtual para organizar a cadeia produtiva do turismo e estimular a formação de uma rede, reunindo representantes do setor hoteleiro, do transporte e de restaurantes. O estado elegeu 15 regiões turísticas de 89 municípios em seu novo mapa, entre elas, Araguaia Xingu, Vale dos Teles Pires, Paraíso Verde e Vale do São Lourenço.
Já o Espírito Santo priorizou três das 10 regiões apresentadas em seu novo mapa: as montanhas capixabas, o litoral norte – do Verde e das Águas e a Rota do Sol e da Moqueca.  As outras sete regiões estão em fase inicial de desenvolvimento, como Imigrantes (que se destaca pela herança de imigrantes italianos e alemães) e Pedras Pão e Mel (conhecida pelas pedras e produção de mel. Ao todo são 78 municípios incluídos no novo mapa.
O novo mapa de regionalização de Minas Gerais tem 45 regiões turísticas. Algumas delas por falta de certificados ou por não cumprirem critérios obrigatórios estabelecidos pela secretaria. Há regiões turísticas ainda pouco exploradas, como o Lago Três Marias, com potencial náutico, e a região dos Diamantes, que inclui Diamantina e outras cidades.
Goiás ampliou seu mapa de nove para 10 regiões turísticas, incluindo uma região de grutas e cavernas do nordeste de Goiás e a região dos lagos, próximo a Itumbiara – e excluindo a região dos Engenhos. Entre as regiões mais movimentadas do estado estão Caldas Novas e Pirenópolis. O estado de Goiás recebeu no último ano 3,16 milhões de turistas.
Assim que o novo mapa for concluído, o MTur classificará o nível de desenvolvimento (que varia de 1 a 3) de cada uma das regiões turísticas e definirá as necessidades de investimento de cada localidade.
 

 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

VIAGENS & TURISMO: MINISTÉRIO DO TURISMO LANÇA MANUAL DE PROTEÇÃO A C...

VIAGENS & TURISMO: MINISTÉRIO DO TURISMO LANÇA MANUAL DE PROTEÇÃO A C...:     Publicação mostra como combater a exploração sexual no turismo e compartilha ações positivas    O Ministério do Turismo l...

MINISTÉRIO DO TURISMO LANÇA MANUAL DE PROTEÇÃO A CRIANÇA E ADOLESCENTES

 

 
Publicação mostra como combater a exploração sexual no turismo e compartilha ações positivas
   O Ministério do Turismo lançará dia 30 de outubro, o Manual do Multiplicador – Projeto de Prevenção à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo, no auditório do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB). 
   A publicação, com cerca de 100 páginas, orienta professores, gestores públicos, líderes comunitários, organizações não governamentais e envolvidos no setor de turismo em ações de combate à violência e à exploração sexual de crianças e adolescentes. “O material é referência nas ações de capacitação voltadas para o tema”, disse o secretário nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz. 
   A publicação é coordenada pelo Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília e busca formar uma rede para enfrentar o problema em qualquer destino turístico do país. “É uma batalha que precisa da conscientização e participação da sociedade e dos envolvidos na cadeia produtiva do turismo”, disse o coordenador geral de Proteção à Infância do MTur, Adelino Neto. O livro traz casos de sucesso, como o programa que mapeou empresas e associações do setor de turismo, qualificando profissionais no estado do Pernambuco. 
   De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em todo o mundo cerca de 150 milhões de meninas e 73 milhões de meninos menores de 18 anos são submetidos a relações sexuais forçadas ou outras formas de violência ou exploração sexual. 
   No Brasil, a exploração sexual de crianças e adolescentes ocorrem principalmente nas regiões de praia, nas fronteiras estaduais e internacionais. O estado que apresenta o maior número de denúncias é o Rio de Janeiro (1.951), seguido da Bahia (1.942) e de São Paulo (1.826). Os dados são de 2012. No ano passado, foram registradas 18,3 mil denúncias no País. 
   Para a Rede Global de Proteção às Crianças, o aumento do turismo leva a índices maiores de exploração sexual de crianças. Segundo a organização, 76% das crianças exploradas sexualmente são menores de 10 anos. 

 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

20ª BNT MERCOSUL JÁ TEM DATA PARA 2014

   
Organização divulga a data da próxima edição em que serão comemorados os vinte anos de realização da feira

    A edição comemorativa dos 20 anos da BNT já tem data definida. Como já é tradição, a feira irá acontecer na quarta semana do mês de maio, durante os dias 23 e 24 no Parque Beto Carrero World, em Penha, Santa Catarina.

    “Por se tratar de uma edição especial em que a feira irá completar 20 anos queremos que todos nossos amigos, parceiros e convidados comemorem conosco o sucesso em que se transformou a BNT Mercosul,” afirmaram os diretores do evento, Geninho Goes e Jair Pasquini.

    Segundo os organizadores a comemoração da 20ª edição da Bolsa de Negócios Turísticos será marcada por exposição fotográfica de todas as edições anteriores, retrospectivas de lançamentos de atrações do Beto Carrero e serão apresentadas outras novidades tornando ainda mais especial a comemoração dos 20 anos da feira.

 Mais informações: www.bntmercosul.com.br

 

 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O TURISMO NO BRASIL E SEUS RÓTULOS


Sempre que souber denuncie
   Antigamente quando se falava em turismo, logo se pensava em fazer uma viagem, dentro do país ou até internacional, normalmente viajar ao desconhecido. Muitas vezes se conhecia o destino através de publicações ou até nos livros de escola. E lá íamos nós.
   No retorno até visitas a amigos e familiares eram feitas, só para contar o que viu e transmitir com ênfase, falando de boca cheia: até o Papa eu vi, em plena Praça de São Pedro, Roma é realmente a Cidade Eterna. Se a viagem foi para o nordeste brasileiro, com certeza disse aos amigos; o nordeste possui as melhores praias do Brasil, talvez do mundo, e sua história é fantástica e Recife é realmente A Veneza brasileira.
   Até vejo com simpatia estas situações, realmente se viajava para fazer turismo.
   E hoje.
   Hoje tudo é motivo para levar o título de turismo. Se há um congresso de radiologia em São Paulo, ou qualquer outro congresso, no país ou exterior, já tem nome: Turismo de Eventos. Se há uma competição esportiva de certa relevância, como uma etapa de campeonato de surf, o nome vem imediatamente pelos vendedores de roteiros: Turismo Esportivo. Se um colégio, ou grupo de amigos resolve passear em uma mata ou parque, com certeza o nome é Turismo Ecológico. Até os que sempre se dedicaram a pesca, como um lazer saudável, e não como prática turística, hoje ouve falar em Turismo de Pesca.
   O mais lamentável é que com estas denominações, surgiu o tão falado, mas, pouco reprimido -Turismo Sexual. Onde ele é mais famosos é no nordeste, mas também em cidades do sudeste como São Paulo e Rio, e até no sul oTurismo Sexual tem seu espaço garantido.
   Certa ocasião estava eu em Fortaleza, quando vi na televisão um debate sobre o Turismo Sexual. Quando inquirido o presidente da ABAV-CE na época, sobre o que tinha a dizer sobre o assunto, prontamente respondeu: "este é um assunto para a Polícia Federal e não para a ABAV resolver". Ninguém estava pedindo solução e sim uma opinião. Meses depois fui à Europa, e lá vi em operadoras de turismo, ofertas de pacotes para o nordeste brasileiro incluindo "acompanhantes para executivos". E pasmem, eram agências do Ceará que ofereciam tais pacotes. Daí o presidente da Abav dar a resposta que deu na televisão. É verdade que isto ocorreu há uns treze anos, porém, estive por várias vezes em Fortaleza, e tudo continuava da mesma forma. Aliás, qualquer frequentador de hotéis em São Paulo, Rio, Curitiba, Porto Alegre e outras cidades de maior importância, são comuns na recepção dos hotéis, os recepcionistas da noite oferecer um book, com as mais variadas fotos de ninfetas e nas mais variadas posições, é só escolher, que imediatamente terá a disposição no próp
   Turismo é a arte de bem receber, e proporcionar ao visitante tudo que ele sonhou antes de seguir ao destino escolhido. Não há necessidade de intitular turismo disto ou daquilo, pois quem viaja para um congresso é congressista, e que nas horas vagas pode conhecer um pouco da cidade onde o evento se realiza. Quem viaja para assistir uma corrida de carros é um aficionado do automobilismo, e não necessariamente um turista. Quem faz um passeio em uma mata ou trilha, não quer dizer que esteja fazendo turismo, e sim está procurando manter sua forma física e mental, desfrutando da natureza.
   Creio que estes títulos foram criados com o objetivo de vender destinos, e com a falta de criatividade dos operadores e agentes, criou-se uma forma de vender pacotes, que de turismo não tem nada. Estas variantes oportunizam a criação, queira Deus que não, outros rótulos e logo estaremos vendo: "TURISMO DE VIOLÊNCIA", pois o de prostituição já existe, onde serão vendidos pacotes para se passar um dia na favela, em meio ao fogo cruzado entre gangs adversárias e com direito da participação da polícia.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

MÉXICO: UM PARAÍSO CHAMADO RIVIERA MAYA

   Na orla marítima do México, em pleno Mar do Caribe, entre Cancún e Chetumal, e dotada uma beleza natural incrível está localizada a Riviera Maya. São 100 quilômetros de selva, parques ecológicos, praias espetaculares, povoados com habitantes típicos da região e uma excelente estrutura hoteleira. 
   São vários os locais que o turista pode desfrutar, cada um com sua característica própria e com suas atrações.
  
AKUMAL
   Fica a 102 km de Cancún. Tem praias protegidas pela baia, fazendo de Akumal um lugar adequado para a prática de mergulho. Possui marinas que proporcionam facilidades para a pesca desportiva e o mergulho, muito recomendado pelos recifes em frente ao balneário. Tem boa estrutura de hospedagem, notadamente em pousadas.
 
CHEMUYL
   A 7 km de Akumal. É um a praia ainda meio selvagem, onde a presença de veados, macacos e outros animais silvestres estão presentes e muitas vezes saem do seu habitat e vão até o mar. Possui meios de acomodações mais simples, inclusive uma área para camping em plena selva.
 
CROCOCÚN
   A 35 km de Cancún e é um parque ecológico com dois hectares de área. O parque conta com várias espécies de animais, dentre elas crocodilos, cobras, macacos, veados e javalis. Uma grande variedade de pássaros e outros animais podem ser tocados, o que se transforma em uma grande experiência para adultos e crianças.
 
PLAYA DEL CARMEN
   Bem próxima de Cancún, são apenas 68 km. Ainda mantém suas características de povoado, embora tenha sofrido um desenvolvimento surpreendente. Suas construções estão voltadas para o ecológico e o natural.
   O coração da cidade é a 5ª Avenida, onde à noite se pode passear a pé e assistir o espetáculo de luzes e cores proporcionado pelos bares, restaurantes, lojas e cafés, num estilo mexicano-europeu.
   Os passeios são parte integrante de uma viagem a Playa del Carmen. Vai ser impossível não fazer alguns deles, pois a integração entre os atrativos na Península de Yucatán é enorme e habitual. Alugando um carro você poderá transitar com bastante facilidade, mas a estrutura turística da região é tão completa que muitas vezes ele é dispensável. 
   No geral, os passeios são um pouco caros, porque são vendidos em dólar, mas se você comprar seus passeios com um mesmo vendedor será fácil conseguir um abatimento. Uma das vantagens de visitar uma área tão turística é que, mesmo se você estiver sem carro, é possível fazer passeios por conta própria com vans e ônibus, como ir a Tulum, Cancún ou Cozumel. 
   Entre os passeios imperdíveis, Cozumel está no topo da lista. A ilha é grande, mas um dia é suficiente para conhecer suas principais atrações e caminhar pelo centrinho. Cozumel é conhecida mundialmente como um ótimo ponto para mergulhar, porque suas águas cristalinas permitem uma visibilidade incrível para admirar as mais variadas espécies marinhas. Os amantes de história e monumentos arquitetônicos não podem deixar de conhecer Chichén Itza e suas construções magníficas
 
PUERTO MOLELOS
   É um povoado pequeno, com belas praias, algumas ainda virgens. O local e apropriado para mergulho junto ao recife que se localiza em sua costa. Há bons restaurantes e a rede hoteleira adota preços acessíveis a qualquer bolso. Fica a 36 km de Cancún e abriga o porto regional para importação e exportação.
 
SIAN KA’NA
   Localizada a 7 km de Três Rios, é uma área de Reserva Biosférica protegida, que corresponde a 20% do território Quintana Roo. É o habitat de centenas de espécies de aves e animais. A visita à reserva requer licença prévia.
 
TRÊS RIOS
   Três Rios tem um novo conceito de parques instalados na região. Preserva o natural e oferece ao visitante opção de trajetos, seja de bicicleta, para o mar em caiaques, canoas para os rios, mergulho ou passeios a cavalo. Fica cerca de 40 km de Cancún, e não faltam restaurantes e boutiques.
 
TULÚM
   Uma das poucas cidades Mayas edificada em frente ao mar. Das ruínas se tem uma magnifica vista para o Mar do Caribe. A cultura Maya está presente em sua arqueologia. A praia é de muita beleza natural. Distante de Cancun 131 km.
 
XCARET
   Localizada a 4 km da Playa del Carmen, é o maior e melhor estruturado parque ecológico e arqueológico da região.
   Xcaret é o paraíso sagrado do México. É um lugar maravilhoso cheio de cultura e natureza, onde você pode desfrutar de incríveis atividades aquáticas, atrações culturais e shows. Um espaço repleto de belezas naturais do Mar do Caribe e a magia de uma civilização milenar. O lugar perfeito para conhecer o melhor do México, sua história e suas tradições, onde você e sua família desfrutarão as melhores experiências.
   Em Xcaret, você encontrará mais de 40 atrações relacionadas à natureza e cultura, como o Pavilhão das borboletas, com borboletas nativas da Península de Yucatán em seu habitat natural, um exclusivo Aquário de recife de corais, um autêntico Cemitério mexicano construído em forma de cone, com sete níveis e 365 túmulos diferentes, uma fazenda henequen, onde se encontra o Museu de Arte Popular Mexicano, que expõe o engenhoso trabalho de artesãos mexicanos.
   Passeie pela Trilha da selva tropical e conheça as plantas de onde vêm o chiclete, a canela e a baunilha, entre outros. Admire as vistas do paraíso sagrado do México e do Mar do Caribe na Torre panorâmica giratória, sussurre seus segredos na Câmara dos sussurros, maravilhe-se com os cheiros e as cores do Museu Vivo de Orquídeas e explore as águas cristalinas dos rios subterrâneos de Xcaret.
   Viva uma experiência única com as atividades opcionais, como nadar com golfinhos e nadar com tubarões, e surpreendam-se com essas maravilhosas criaturas. Vá até o fundo do mar com o Sea Trek e caminhe entre peixes coloridos, viva a experiência de mergulhar em um passeio que levará você a um recife de corais perto do parque.
   No final do dia, surpreenda-se com a celebração do Xcaret México Espetacular, um espetáculo musical que leva você a uma viagem pela história do México, desde os tempos pré-hispânicos aos mais tradicionais e típicos. Assista a um jogo de pelota maia, uma representação do encontro de dois mundos, e a uma festa cheia de luz, magia e cor que surpreenderá os seus sentidos. Venha viver Xcaret! Tudo em Xcaret leva a expressões únicas de alegria e emoção... expressões únicas do México!
O México tem muita história e misticismo, vá conferir.
 Para viajar para Cancún consulte: www.htcturismo.com
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013


O  JEITO BRASILEIRO DE SER ALEMÃO
Rua XV de Novembro
   Quando se aproxima o mês de outubro, dificilmente alguém deixa de lembrar da Oktoberfest, tradicional festa de origem alemã e que se realiza em Blumenau na Santa & Bela Catarina desde 1984. Este ano a Oktoberfest será de 03 a 20 de outubro, quando o turista se sentirá como se estivesse na Alemanha.
   Hoje, no cenário turístico brasileiro, não a como mencionar o mês de outubro sem que venha à lembrança a Oktoberfest. O nome do mês deu origem ao nome da festa e esse casamento de palavras tornou-se perfeito para que deseja fazer seus planos de viagem. O melhor ainda é que a Oktoberfest é grandiosa, cheia de vida. Uma feliz combinação de música dança e culinária germânica. É a maior festa da cultura alemã do continente americano, e considerada a segunda maior festa do gênero do mundo, tendo à frente apenas o Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Estar em Blumenau em outubro é uma experiência inesquecível. É onde gente de todo o país se reúne com os blumenauenses para se divertir com alegria e segurança.
   Em Blumenau você encontrará hospitalidade, atrações turísticas, tradições, e facilmente será cortejado pela felicidade. 

UM POUCO DA HISTÓRIA
  
Em 2 de setembro de 1850 desembarcaram no Rio Itajaí-Açú os primeiros imigrantes que colonizaram Blumenau. Liderados pelo médico-farmacêutico e filósofo alemão Hermann Bruno Otto Blumenau, que tinha como meta formar uma colônia agrícola, mas a vocação industrial prevaleceu.
   A cidade cresceu, modernizou-se, mas não abandonou seus traços coloniais. Em 1950 já era uma referência de qualidade de vida no sul do país. Por tornar-se um importante centro industrial, Blumenau passou a receber visitantes de todo o Brasil e do exterior. A maioria frequentava a cidade para fazer negócios ou comprara seus produtos famosos pela qualidade. Essa condição deu, na década de 1960, fez de Blumenau o principal destino de quem visitava Santa Catarina, o que colocou Blumenau em destaque no Estado o que aconteceu naturalmente, sem que houvesse qualquer planejamento neste sentido.
   As características da cidade, sua proximidade ao litoral, ao Porto de Itajaí e ao Aeroporto Internacional de Navegantes, aliados a sua pujança econômica, fez com que Blumenau criasse grandes eventos. Assim, Blumenau passou a realizar as principais feiras do sul do Brasil.
   Na década de 1980, a iniciativa privada e o poder público uniram-se para reproduzir em Blumenau um a festa que já existia a cerca de 200 anos em Munique, na Alemanha: a Oktoberfest.
   O principal a cidade tinha: a cultura alemã, com suas manifestações musicais, folclóricas e gastronômicas e, claro, um grande consumo de cerveja. A ideia deu certo e já nos primeiros anos a festa ganhou projeção internacional.
   A festa foi idealizada como um produto turístico. Seu êxito deve-se a originalidade, a beleza da cidade e a qualidade dos serviços prestados.
   O que não falta em Blumenau são sotaques diferentes, influência das várias etnias que ajudam tornar a cultura da cidade rica na diversidade. Os trajes típicos e danças ainda fazem parte das manifestações culturais nos clubes de Caça e Tiro (schützewerein), e festas típicas como a Stammtisch - mesa cativa de grupo de frequentadores que é realizada na rua, e a Sommerfest, uma mini-oktoberfest realizada em pleno verão. Blumenau é o típico exemplo de município que conseguiu unir suas origens ao que o Brasil tem de melhor: o jeito de ser brasileiro.

ROTEIROS TURÍSTICOS
Blumenau oferece opções de lazer para todas as idades, gostos e com os mais variados custos. O visitante pode desfrutar de roteiros turísticos bastantes agradáveis, que contemplam a história e o desenvolvimento da cidade.
   Roteiro Histórico Cultural – Este passeio pode ser feito a pé – que inicia na Ponte Aldo Pereira Andrade (conhecida como Ponte de Ferro, de 1929), passando por todos os prédios antigos e contemporâneos da Rua XV de Novembro, terminando no antigo Paço municipal e sede da administração no período colonial.
   Roteiro Arquitetônico Vila Itoupava – Situada a 25 km do centro da cidade. Neste bairro moram cerca de sete mil habitantes que preservam os aspectos culturais da colonização, como por exemplo – um dialeto alemão. No local é possível encontrar casa que preservam o estilo enxaimel típico, comidas e bebidas de fabricação caseira.
   Roteiro da Natureza – Para quem gosta de contemplar a natureza. Há opções de caminhadas nas trilhas do Parque Ecológico Spitzkopf ou Nova Rússia. Este roteiro necessita de agendamento prévio.
   Roteiro das Cervejarias Artesanais – Para os apreciadores de uma boa cerveja, ou mesmo curiosos quanto à sua fabricação é um passeio imperdível, entre as cervejarias podem ser visitadas: a Bierland, a Eisenbahn, a Wunder Bier, a Borck, a Konigs Bier, a Zehn Bier, a Schornstein, a Opa Bier, a Holzeweg, a das Bier e a Saint Bier.
   Roteiro de Turismo Industrial – Onde é possível conhecer ao vivo a fabricação de cristais, malhas, cachaças, iluminarias e muito mais.
   Roteiro de Igrejas - Pensando no potencial do segmento de Roteiro Religioso, foi formatado pela Secretaria de Turismo o Roteiro de Igrejas, que visa auxiliar na atração e maior permanência de visitantes no município de Blumenau. Blumenau possui templos católicos e luteranos que contém história e arquitetura relevantes e interessantes. Cada Igreja possui uma história única que remonta o início da imigração e colonização da cidade. Nestas igrejas ficam guardadas lembranças, objetos, instrumentos, entre outras curiosidades.
   Roteiro de Museus - E a última opção de roteiro turístico, onde o visitante poderá conhecer os diversos museus de Blumenau e testemunhar as velozes e marcantes transformações na região e no mundo nos últimos dois séculos, desde a chegada dos primeiros colonizadores europeus.
   E para quem quer conhecer de perto as opções de lazer cultivadas pelos descendentes de alemães por mais de um século e meio, a dica é participar do Dia do Turista. Durante o ano, três clubes de caça e tiro de Blumenau (CCT) abrem suas portas para os visitantes e compartilham um pouco da cultura e das tradições trazidas pelos imigrantes, no chamado Dia do Turista. Para isto, os CCT Serrinha, Testo Salto e Blumenauense, promovem atividades como competições de tiro, bolão, bocha e apresentações de grupos folclóricos, além, é claro, de degustação de chope e pratos típicos – assim como é feita nas tradicionais festas de Rei e Rainha. Para participar do Dia do Turista é preciso agendar com a Associação dos Clubes de Caça e Tiro de Blumenau pelo telefone (47) 3340-5635 ou no site
www.clubesdecacaetiro.com.br. O número mínimo de participantes é de 30 pessoas.
 
PARQUE VILA GERMÂNICA
   É um parque temático que representa um pedaço da Alemanha no Brasil.
   É imenso complexo tem uma área construída de 26.000 m2 no Centro de Eventos, em um único pavilhão, e que pode ser dividido em três setores que variam de 5 a 7.200 m2, e um mezanino de 700 m2, atendendo assim a cada evento de acordo com suas necessidades. Projetado dentro dos mais altos padrões de tecnologia, design moderno e normas ecologicamente corretas. Também foi totalmente planejado para atender pessoas portadoras de necessidades especiais.
   O complexo Parque Vila Germânica fica a 2 km do centro da cidade, com várias vias acesso, sendo interligado a todos os bairros da cidade por linhas de ônibus integradas.
   Dentro do Centro de Eventos há áreas próprias em cada um dos setores, para serviços de alimentação e bebidas. Ao lado da entrada principal, os visitantes podem se deliciar com a boa gastronomia blumenauense, que oferece cardápio variado, onde sempre estão presentes os pratos típicos germânicos. Em um ambiente aconchegante e clima europeu, o Café Colonial está instalado numa casa estilo enxaimel original, que data de 1905, que foi transportada de seu local de origem e totalmente remontada. Deliciosos doces e salgados fresquinhos e artesanais, servidos por pessoas tipicamente trajadas, fazem de um momento para tomar café um prazeroso encontro cultural gastronômico, no seu ambiente interno ou no deque.
   Envolvida pela charmosa arquitetura enxaimel, a área da Vila Germânica dispõe de diversas lojas de souvenir, com produtos regionais e artesanato típico, como um verdadeiro shopping cultural em forma de canecas de chope, camisetas e trajes típicos completos. A Vila Germânica é aberta o ano todo e lembra o interior da Alemanha com suas casas típicas.
   Blumenau vale a pena pelo seu jeito de alemão com cara de brasileiro.
Informações para visitar Blumenau: www.htcturismo.com
 
Fotos de cima para baixo.
Foto 01: Rua XV de Novembro
Foto 02: Desfile da Oktoberfest
Foto 03: Stammtisch
Foto 04: Vila Germânica - Conjunto de lojas. 
Foto 05: Vila Germânica - Restaurante Típico.
Foto 06: Vila Germânica - Interior de uma loja de artesanato típico.
 
 
 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

AS MISSÕES JESUÍTICAS NO BRASIL

   Onde hoje está localizado o município de Terra Roxa, no oeste do Paraná, os conquistadores espanhóis do Rio da Prata, na tentativa de consolidar o Caminho do Peabiru (caminho do peixe), que ligava o litoral catarinense a Assunção no Paraguai, fundaram entre 1554 e 1789 quatro vilas, na chamada Província del Guayrá. Não podemos esquecer que vigorava na época (1554) o Tratado das Tordesilhas, e assim, todo o oeste do atual estado do Paraná, partindo de Guarapuava até as barrancas do Rio Paraná o território pertencia à Espanha.
   Dentre as vilas estava a Ciudad Real del Guayrá, hoje Guaíra, que se localizava na confluência dos rios Piquiri e Paraná, e foi fundada pelo Gran Capitan Ruy Dias Melgarejo, e completamente dizimada pelos bandeirantes paulistas em 1631.
   Em fuga dos perseguidores, desceram rio Paraná abaixo fundando missões as margens do rio em território paraguaio (San Ignácio Guazu), argentino (San Ignácio Mini) e também em território brasileiro.
 
AS MISSÕES RIO GRANDE DO SUL
   Os vilarejos construídos pelos padres jesuítas da Companhia de Jesus, no oeste do Rio Grande do Sul, se organizaram num conjunto de 30 Reduções, em território na época pertencente à Espanha, e que compreendia Brasil (parte) Argentina e Paraguai. Todas se tornaram comunidades de grande desenvolvimento cultural e econômico e eram conhecidas como Os Sete Povos das Missões.
   A história de São Miguel das Missões começa a ser contada em 1632, quando foi fundada a Redução de São Miguel Arcanjo, instalada definitivamente em 1687. Em 1745 foi construído a Antigo Templo, projeto do Irmão João Batista Primoli, que guarda ainda a grandiosidade arquitetônica e o simbolismo imaterial da epopeia missioneira. As ruínas de São Miguel Arcanjo foram reconhecidas como Patrimônio Nacional em 1938, e em 1983 pela UNESCO reconhecida como Patrimônio Mundial Cultural.
   Ao anoitecer as ruínas se iluminam e é palco do espetáculo de Som e Luz, que conta a glória e sua trágica destruição. O Museu das Missões, projetado pelo arquiteto Lúcio Costa, cujos traços arquitetônicos imitam as habitações dos índios guaranis nas reduções, e abriga mais de uma centena de obras, que representa o mais rico acervo nacional da estatuária missioneira.
   Junto ao Museu, também se encontra o sino antigamente instalado no alto da torre do templo de São Miguel. Pesa uma tonelada, e fundido na redução de São João Batista, a primeira fundição de ferro do Sul do país.
   O mais importante símbolo das Missões, em torno do qual a comunidade se identifica, é a Cruz Missioneira, plantada em São Miguel por ocasião da redução dos guaranis à fé cristã.
A Fonte Missioneira, descoberta em 1982 e restaurada em 1993, fica a um quilometro do sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo. Sua descoberta desvendou o mistério do abastecimento de água do antigo povo de São Miguel.
   Também no Parque da Fonte Missioneira está preservada acultura indígena, através do Projeto Teko’a (querência, em guarani). Ali, um grupo guarani está instalado, em suas casas de taquara, barro e teto de palha.
   Bem próximas a São Miguel, estão outras três ruínas de reduções remanescentes no Rio Grande do Sul: São Lourenço Mártir (em São Luiz Gonzaga, 54 km), São João Batista (em Entre-Ijuís, 20 km) e São Nicolau (em São Nicolau, 110 km). Em Santo Ângelo (58 km) pode-se conhecer a Catedral Angelopolitana, construída em 1929. A Igreja espelha o antigo templo de São Miguel Arcanjo e esta localizada no mesmo local da redução de Santo Ângelo Custódio. O Santuário do Caaró (em Caibaté, 25 km) foi local do martírio dos padres Roque Gonzalez e Afonso Rodriguez, jesuítas pioneiros na catequização dos índios da região.
 
SÃO MIGUEL DAS MISSÕES
   São Miguel das Missões é um município que tem na agricultura sua principal fonte de renda, com destaque para o trigo e a soja, a pecuária também é bem desenvolvida, fruto da alta tecnologia que chegou até o campo.
   Sua proximidade com o Patrimônio Cultural se soma a beleza natural da região, rica em florestas, rios e nascentes. Por esta razão, o Turismo Rural tem destaque. Através das Trilhas Missioneiras, se podem vivenciar os velhos caminhos guaranis.
   Uma boa opção é fazer Cavalgadas pelos trajetos históricos que formaram o gaúcho. Nas Fazendas Missioneiras Triunfo e Lajeado se pode apreciar belas paisagens, campos, matas nativas e quedas d’água, além de vivenciar as lidas campeiras e os costumes gaúchos. A gastronomia típica da região, como o churrasco, os cafés missioneiro e campeiro merecem atenção especial.
   As manifestações folclóricas e tradicionalistas do povo rio-grandense podem ser apreciadas no Centro de Tradições Nativistas Sinos de São Miguel, que procura resgatar e preservar heranças culturais dos índios, do gaúcho e das diferentes etnias europeias que formaram sua população. O artesanato também tem destaque dentre os atrativos turísticos: madeira, palha, couro e lã, trabalhados por mãos de diferentes origens, unidas como representantes da cultural local.
    São Miguel das Missões tem boa estrutura hoteleira para oferecer ao visitante conforto, qualidade e muita hospitalidade.
 
 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

GOVERNADOR CELSO RAMOS-SC - O PARAÍSO EXISTE

  
   A Santa & Bela Catarina sempre nos surpreende, com sua orla exuberante e com o jeito de viver de sua gente, que somente os escolhidos pelo Criador sabem desfrutar. Para nós, que labutamos por muitos anos a procura de novas atrações para o turista, não é surpresa há algumas décadas. Para os que são denominados de nativos, chegamos a entender, porque são apegados a seu pedaço de chão, e porque se ufanam das suas origens açorianas. Cremos inclusive, que o Criador os escolheu, para desfrutar de tanta beleza, brindando-os com o paraíso ainda em vida.
   Existem aqueles que ainda não conhecem, as belezas naturais, a hospitalidade e a tranqüilidade  de quem vive em Governador Celso Ramos. É para eles que mostraremos, com palavras pobres, diante da beleza que apresenta, um roteiro diferente, dentro da Santa & Bela Catarina, que foi, em todo seu litoral, agraciada pelo Criador com uma gama enorme de atrações. 
 COMEÇOU ASSIM...
  
   Como na maioria do litoral catarinense, Governador Celso Ramos não fugiu a regra, e sua ocupação e colonização, tem suas origens no arquipélago português dos Açores e na Ilha da Madeira. Porém, há indícios da presença de alemães na região. Conta à história, que até um norte-americano se instalou onde hoje é a Praia de Palmas.
   Foi por volta de 1739, que a pesca da baleia teve um grande impulso na costa brasileira, e entre 1740/42, próximo a Freguesia de São Miguel, se instalou um bem desenvolvido núcleo de captura e industrialização de baleia, que levou o nome de Armação Grande. Aliás, “armação” era o nome que se dava para onde se instalavam os núcleos de captura e industrialização de baleias. As instalações da Armação Grande, ou de Nossa Senhora da Piedade, ultrapassava os cinco mil metros quadrados de área construída, sendo a mais importante do litoral da Santa & Bela Catarina e a segunda do Brasil Colônia.
   Em 1745, atraídos pela pesca da baleia, açorianos e madeirenses ali se instalaram. E a partir de 1747, com a vinda de outros portugueses, novos povoados foram se formando, onde se destacaram a Fazenda da Armação, Costeira da Armação, Palmas, Canto e Ganchos. Em sua maioria, os colonizadores portugueses se dedicavam à pesca e a agricultura de subsistência.
   Nesta ocasião, os negros vindos da África, eram os que exerciam as funções braçais. Trabalhavam nas construções e no serviço de limpeza e conservação das baleias. As atividades eram intensas e foram construídas: senzalas, dois armazéns, hospital, botica (farmácia), casa de tanques, uma capela e a casa para o capelão, uma ferraria, casa para os feitores (gerentes) e uma casa para o administrador da Armação.
   A pesca da baleia e sua industrialização começou a entrar em decadência, e a Armação da Piedade começa também a perder sua pujança.
   Foi ai que um grande número de moradores começaram a migrar para outros lugares. Para se ter uma idéia, Armação da Piedade, em 1883 para a ter uma população de apenas 42 pessoas. Já o povoado de Ganchos, com a migração, passa a ter 208 moradores, o que faz com que Ganchos e os povoados vizinhos crescem e passassem a ter vinte e cinco fazendas. Como exemplo citamos Manoel José Sabino, que além de ter construído casas de senzalas, edificou paióis para o fabrico de farinha de mandioca. Já Inácio Vieira da Cunha, que se instalou em Canto dos Ganchos, construiu casa-grande, senzala, engenho, plantou cafezais, fez pastagens à beira-mar e criou gado. Já na povoado de Jordão, foram edificadas, casa e senzala, e paióis, para o beneficiar os produtos originários da lavoura, principalmente a mandioca. Palmas se constata a presença do norte-americano Robert Sens Cathcart, onde construiu a casa grande, senzala, engenho e se dedicou à criação de animais.
   Em tudo que aconteceu, sempre esteve presente a mão-de-obra dos escravos. Pois com a ociosidade da Armação, eles foram alugados pelo Estado Provincial, através de Veríssimo Mendes Viana & Cia, que estava a serviço de escravos na Armação da Piedade.
   O nome Ganchos tem várias e curiosas origens. Uma delas diz que o famoso Capitão Gancho, um temido pirata, andou passando pelo local. Outra diz que o nome Ganchos é originário dos ganchos tirados das árvores, para os pescadores carregarem seus pescados “enganchados” nas costas. Mas, a mais correta deve ser ao fato do local ser formado por três baias, uma seqüente a outra, tendo elas o formato de um gancho.
   Até pouco tempo, a localidade era mais conhecida como Ganchos, porém, por questões que não vêm ao caso, talvez políticas, foi o município batizado como Governador Celso Ramos. A bem da verdade, nada tem haver, por seu aspecto geográfico, o nome dado ao município.
   Aliás, devem os interessados prestar bem atenção, pois em Santa Catarina existe outro município, no planalto serrano, que se chama Celso Ramos, o que já confundiu muita gente. Este escriba certa ocasião estava na BR 116 (trecho Curitiba – Lages), quando foi abordado por uma pessoa que lhe perguntou onde ficava Celso Ramos. Quando lhe explicamos que estava no caminho errado, pois estava se dirigindo a Governador Celso Ramos, xingou com palavrões censuráveis, até a última geração dos que tiveram a “brilhante” idéia, de dar o mesmo nome a dois municípios, um deles distinguido apenas pelo título de governador. 
ATRAÇÕES TURÍSTICAS E CULTURAL
    A beleza topográfica de Governador Celso Ramos, o jeito de falar de sua gente, os costumes, as lendas e o folclore, já são atrações turísticas. Tentaremos descrever algumas de suas atrações, porém, as palavras não refletirão exatamente o que os olhos devem contemplar, para que se chegue a uma conclusão: Deus é brasileiro e nasceu na Santa & Bela Catarina.
   Armação da Piedade – A Armação da Piedade se estabeleceu em 1741 por Thomé Gomes Moreira que com mais sete negociantes, fez um contrato de arrematação com a Coroa Portuguesa por 12 anos. Foi nesse período que se levantou a armação, próximo à parte norte da Ilha de Santa Catarina, e em 18 de Novembro de 1745 foi benta a Capela. No local ainda existem ruínas do que teria sido, segundo os mais antigos, as construções utilizadas nas atividades de extração de óleo de baleias e da antiga casa do vigário. Esse tipo de extração foi altamente lucrativo para os contratantes, e os contratos renovados até que, em 1801, foram extintos os monopólios. As  armações da Bahia e Rio de Janeiro foram vendidas, e apenas as de Santa Catarina (Armação da Piedade), ficaram para a administração da Fazenda Real. Como as baleias foram ficando escassas no litoral catarinense, a atividade entra em decadência e em 1839, a Armação da Piedade é incorporada pela Marinha. Atualmente a Armação da Piedade é um núcleo de pescadores, que conservam vivem da pesca artesanal. A igreja, o cemitério e as antigas ruínas fazem parte do conjunto tombado pela Lei Municipal 9/83 da Prefeitura Municipal de Governador Celso Ramos.
   Baia dos Golfinhos – Os golfinhos ali existentes, cerca de oitenta, fazem parte das trinta e sete espécies, entre os de água salgada e água doce. Eles vivem em média trinta e cinco anos e o período de gestação é de  dez meses. Medem cerca de um metro e meio (golfinho de commerson) até três metros e meio (o grande golfinho). O que mais se destaca é o de focinho longo, com cerca de dois metros e meio de comprimento. São dóceis e brincalhões e parecem gostar de companhia humana. Mas, existem alguns que são mais arredios. Raros são os casos de agressividade.O golfinho tem uma única narina no alto do crânio, e através dela, renova 90% do volume de ar, cada vez que inspira (no homem, a renovação é de 15%). São capazes de num mergulho atingir a incrível marca de trezentos metros de profundidade. Mesmo de aparência obsessa, são bastante velozes, atingindo uma velocidade de até quarenta quilômetros por hora, graças a um efeito aerodinâmico, que na contração da pele, formam dobras que diminuem as turbulências.   
   Capela de Nossa Senhora da Piedade – Sua construção se iniciou em 1738 e só foi concluída em 1745. Construída em estilo colonial português é considerada a primeira igreja edificada em Santa Catarina, se localiza no povoado de Armação da Piedade. É tombada pelo Patrimônio Histórico constituindo-se uma visita imperdível para quem vai a Governador Celso Ramos.
   Ilha de Anhatomirim – Que na linguagem tupi quer dizer “pequena ilha do diabo”, esta localizada no município de Governador Celso Ramos, fazendo divisa com Florianópolis. Em 1739, nela foi construída uma das mais importantes fortalezas do sul do Brasil. A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim. Sua fauna marinha é muito rica e sua principal atração os golfinhos que nadam em suas águas. A ilha e seu forte foram ocupados pela invasão espanhola em 1777, mas, em outubro do mesmo ano, devolvida ao domínio português pelo Tratado de Santo Ildefonso. Durante a Guerra do Paraguai (1864-1870), foi depósito de convalescentes e no fim do século, transformado em posto de controle e isolamento de portadores da febre amarela. Na Revolução Federalista (1894), o interventor federal Coronel Antônio Moreira César, efetuou inúmeras prisões políticas, e promoveu o fuzilamento de dezenas de pessoas na ilha. Serviu também a ilha, como um posto telegráfico da Marinha do Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial. A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, que é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, foi restaurada em 1980, e hoje é um ponto de atração turística. Sua administração está a cargo da Universidade Federal de Santa Catarina, e é objeto de campanhas educativas e turísticas, através da divulgação do seu aspecto histórico e cultural. Recebe mais de cem mil pessoas por ano.
   Ilha do Arvoredo – É uma área de duzentos e setenta hectares e faz parte da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, que é constituída além da Ilha do Arvoredo, pelas ilhas de Galés, Deserta e o calhau de São Pedro. A reserva foi criada pelo Decreto 99.142 de 12 de março de 1990. A partir de 1980, as ilhas foram o destino tradicional para mergulho recreativo, mas, a partir de 2000, a reserva foi fechada para mergulho. Hoje, o mergulho está restrito ao sul da Ilha do Arvoredo, em área que não está enquadrada na Reserva Biológica. Na ilha há um farol que foi inaugurado em 14 de março de 1883, com a finalidade de orientar os navegantes. Existem operadoras de mergulho que partem, tanto de Bombinhas como de Florianópolis, com saídas regulares, para os aficionados do mergulho.
   Crenças e Folclore – Mesmo após mais de dois séculos, em Ganchos, as crenças e tradições populares ainda estão presentes. A forma de falar, de maneira rápida e cantada, certas palavras que somente seus moradores entendem, e o respeito pelas festas religiosas, como o dia de São Pedro, Padroeiro dos Pescadores; Nossa Senhora dos Navegantes, e Divino Espírito Santo fazem parte de suas tradições. Dentre suas crenças populares estão presentes lendas como a do Lobisomem, do Boi Tatá e do Bicho da Orelha Mole. A lenda da Bruxa se reveste de uma pequena historia, dizem que ela tem pacto com o diabo, e que possuem poderes para provocar enfermidades e outras desgraças através de suas bruxarias. Uma delas é se transformar em uma Mariposa, para entrar nas casas pelos buracos das fechaduras e chupar o sangue das crianças que não foram batizadas. Diz a lenda, que as bruxas são mulheres magras, feias e sempre cumprimentam com a mão esquerda, e que para espantar as bruxas, deve-se usar tesouras abertas, ceroulas amarradas, alho, rezas e benzeduras. Na família que nascem sete mulheres, a última será bruxa, e para que isso não aconteça, a mais velha deve batizar a mais nova e dar-lhe o nome de Benta.
   Anotamos está lenda, como criatividade do imaginário açoriano.
   O folclore é baseado nas heranças açorianas, como o Boi de Mamão e o Pau de Fita, que estão ligados as festas religiosas. O artesanato segue a tradição através do crivo feito à mão, das redes e tarrafas para pesca e os balaios de bambu.
 AS PRAIAS
    As praias são um capitulo a parte. Encontra-se desde grandes áreas como a de Palmas, e até pequenas praias, como a Figueira, que chegam a se caracterizar como praia particular. Ainda existem praias praticamente desabitadas, conservando sua natureza agreste, dando aos visitantes a sensação de nova descoberta. Descrevemos algumas delas:
   Antenor – Própria para banho, suas águas são claras e tranqüilas, tem uma extensão de 250 metros e é freqüentada por turistas e veranistas que possuem casa de veraneio. Há serviços de restaurante, bar e lanchonete.
   Antonio Corrêa – São 150 metros de águas tranqüilas, praticamente uma praia particular.
  Armação da Piedade – É uma praia típica para o veraneio de famílias. Tem uma extensão de 150 metros com mar calmo e o lugar é tranqüilo, podendo os pais se despreocupar com os filhos. É nela que se encontra a Igreja de Nossa senhora da Piedade, tida como a mais antiga de santa Catarina.
   Calheiros – Com uma extensão de 300 metros é freqüentada pelos moradores de Ganchos. Oferece uma vista interessante dos barcos de pesca ancorados.
   Canto – Esta é outra praia muito frequentada pelos moradores locais, predomina a bela vista dos barcos de pesca, inclusive de grande porte. Sua extensão é de 800 metros e nela se localiza uma salga, indústria de limpeza e embalagem de pescados.
   Cordas – Em seus 200 metros, possui mar com águas claras e com ondas que proporcionam a prática do surf. Possui poucas casas, em sua maioria de veranistas que residem em outros lugares.
   Costeira – São os turistas que visitam o local com de “scunas” e os moradores seus freqüentadores. A vista de barcos ancorados e abrigos para embarcações dos pescadores fazem parte do seu dia-a-dia. São 300 metros de mar tranqüilo para os banhistas, e próximo a praia há restaurantes e bares para todos os gostos.
   Fazenda da Armação – Praticamente frequentada por moradores do local, em sua maioria pescadores, e além dos abrigos, que eventualmente servem de estaleiro, para os barcos de pesca.
   Figueira – Mar calmo, muito próprio para banhistas. Os seus 70 metros são freqüentados por celebridades de todo o país, muitos deles com casas de veraneio na localidade.
   Grande – Na temporada de verão é bastante movimentada, principalmente por veranistas e turistas. É ótima para a prática do surf, possui mais de um quilômetro de extensão, e tem boa estrutura de restaurantes, bares e lanchonetes.
   Henrique Costa – Praticamente uma praia particular, com poucos moradores e poucas propriedades de veranistas. 
   Ilhéus – É uma praia deserta, bastante procurada por surfistas e por quem gosta de aventura e paisagens cinematográficas.  
   Magalhães – Águas límpidas e claras, nela há belas casas de veraneio, principalmente de moradores de Florianópolis e região metropolitana.
   Palmas – Com certeza a mais charmosa praia da região. Possui belas construções, em estilo bem moderno e é a praia mais procurada do município. São 2,5 km de praia com areia fina e límpida, suas águas são calmas e apropriadas para banhos. Nas proximidades há bons restaurantes, bares e lanchonetes.
   Porto – É uma praia deserta, existe uma antiga fábrica de gelo que está abandonada. Em uma extensão de 800 metros de praia, onde dificilmente se vê visitante, o mar é calmo e por esta razão, é uma rota preferida pelas scunas que passam por ali. Fica de frente para a baia dos golfinhos.
   Tinguá – Outra praia praticamente deserta, tem 300 metros de extensão, tem um hotel, é bastante movimentada na época de temporada. O mar se apresenta em determinadas ocasiões, calmo para banhos, e em outras oportunidades torna-se ideal para a prática do surf.
 EVENTOS
    Como acontece na maioria dos municípios do litoral brasileiro, os eventos mais importantes de Governador Celso Ramos estão ligados à religiosidade, principalmente entre os pescadores. No mês de fevereiro, a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes é uma das mais tradicionais. Outra festa que é tradicional é a Festa do Divino Espírito Santo, e em junho, principalmente por ter na pesca sua principal fonte de renda, a Festa de São Pedro, padroeiro dos pescadores, é muito importante.
   Uma manifestação popular, que sempre acontece durante a quaresma, tanto em Governador Celso Ramos, como em cerca de várias comunidades de pescadores em Santa Catarina, é a controvertida Farra do Boi. De um lado, os descendentes de açorianos tentando manter uma tradição de mais de duzentos anos. De outro lado, os ecologistas e defensores dos animais e também a lei, que proíbe tal prática. Mas, perguntamos. E as touradas na Espanha? Onde o touro é primeiramente deixado nervoso pelos picadores, depois os “bandarilheiros” o ferem com as “bandarilhas”, fazendo com que o animal sangre até a exaustão. E depois, o grande “herói”, o toureiro lhe mata com sua espada certeira. Esta tortura dura mais de uma hora. Perguntamos: O mundo todo, inclusive nós brasileiros, o que fazemos junto à comunidade internacional? Nada. E a Festa de San Firmino, também na Espanha, que atrai grande número de turistas, onde touros são soltos na rua, e em sua corrida louca, não só se ferem e são feridos pelos passantes, como já houve casos em que deixou vitimas, humanas, fatais. Hoje, tivemos informações, que a Farra do Boi se faz de forma mais branda, colocando-se o boi em um cercado e apenas provocando-o, para em seguida, quando ele investe contra a pessoa, ela corre e sobe pela cerca para se proteger. Não estamos fazendo apologia a farra do boi, mas, é um caso a ser pensado, ou melhor, regulamentado.
 HOTELARIA
    Embora não possua uma grande rede de hotéis, em Governador Celso Ramos há opções de hospedagem que vão desde uma modesta pousada, até ao mais requintado hotel de praia do país. Tudo para tornar o descanso e o lazer do turista, como se estive em sua própria casa.
 GASTRONOMIA
   Os costumes gastronômicos estão ligados as origens açorianas, e como a pesca é uma das heranças dos Açores, a gastronomia local é baseada em frutos do mar. Os destaques ficam para o Marisco Lambe-Lambe – um risoto feito com mariscos na casca, a Tainha Assada na Folha de Bananeira e o Peixe Frito com Pirão. Aliás, o Peixe Frito com Pirão, deveria ser considerado o prato típico da região, pois só os açorianos sabem faze-lo com grande maestria.

COMO CHEGAR

   Governador Celso Ramos localiza-se na Rota do Sol, entre Florianópolis e Balneário Camboriu, quem sai de Curitiba no sentido Florianópolis, pela BR 101, na altura do Km 182, quarenta e cinco quilômetros antes de Florianópolis, deve tomar a SC 410, totalmente asfaltada, que levará o visitante até a sede do município. Outra opção é pelo mar, podendo contar com marinas e ancoradouros de fácil acesso.
 SERVIÇOS
  O visitante encontrará na sede do município, agência bancária, supermercados, agência dos correios, médicos e dentistas, farmácias e postos de saúde, serviço de telefonia DDI e DDD e a captação de todos os canais de televisão, tanto convencionais como a cabo. A Policia Civil como a Militar se fazem presentes, para dar segurança aos turistas e conta também com um posto do Corpo de Bombeiros. A sede do município fica em Ganchos do Meio, e Prefeitura Municipal está localizada na Praça 6 de novembro, 01 – para informações (48) 3262-0141 e o site –: www.governadorcelsoramos.sc.gov.br
   Esperamos ter oportunizado ao leitor, conhecer uma das mais belas regiões do litoral catarinense. Ainda meio nativa, mas com muito a oferecer, numa época onde a poluição, em todos os sentidos, e a falta de respeito à natureza está acabando com o que ainda resta.
   Vale a pena.